Conheça tendências educacionais para adaptar sua instituição de ensino às demandas do futuro

A tecnologia é um dos pilares para a aceleração do setor educacional. No entanto, ainda que o mercado de educação global seja cerca de 8 vezes maior que o mercado de software, apenas 2% dele é digital.

E o que isso significa? Que há muito espaço que pode ser ocupado pela inovação — e que poucas instituições estão realmente prestando atenção nela. Enquanto isso, as tendências educacionais ganham força, prometendo atender os alunos que buscam por uma experiência autêntica de aprendizado. 

O futuro traz desafios sobre os quais ainda nem sabemos, e as IES devem estar preparadas para elas.

Os 6 objetivos que fundamentam as tendências educacionais

As tendências educacionais que apresentaremos aqui se fundamentam em 6 objetivos que já são, por si só, tendências. Por isso, mesmo que sua IES não esteja pronta para implementar tecnologias mais sofisticadas, você pode buscar outros meios para alcançá-los:

  1. Mais acesso e igualdade de oportunidades: ambientes de aprendizado devem ser adequados a todo tipo de aluno. Considere métodos de ensino adaptado, MOOCs, programas de engajamento e redução de custos para ampliar sua oferta.
  2. Incentivo à pesquisa: as instituições mais renomadas são aquelas que estimulam a ciência e o empreendedorismo em todas as áreas. Que tal criar ou investir mais em seu núcleo de inovação?
  3. Metodologias ativas: alunos aprendem melhor com contextos reais e práticos e quando estão no comando de suas próprias jornadas.
  4. Uso de dados: dados podem prover experiências personalizadas e oferecer uma visão completa do aproveitamento de cada aluno. Uma cultura de integração entre departamentos ajuda a quebrar barreiras que impedem o uso eficiente dessas informações.
  5. Mudanças na figura do professor: a natureza da profissão vem se adaptando e não há mais espaço para autoritarismo. Para encorajar o protagonismo do aluno, é ideal que educador equilibre papéis de instrução, facilitação e mentoria.
  6. Fluência digital: a tecnologia sozinha não serve um propósito efetivo. Assim, o mercado vai exigir que seus alunos sejam digitalmente alfabetizados e tenham capacidade de adquirir habilidades de forma autônoma.

Se você busca abordagens mais específicas, antecipe-se e comece a pensar agora sobre implementar as tendências a seguir. 

1. Ensino híbrido

Também conhecido como Blended Learning, essa modalidade de ensino combina o ensino online com o presencial. 

Mas não basta subir materiais em uma plataforma e gravar videoaulas. Para que o ensino híbrido engaje os alunos, é preciso adaptar planos de estudo e permitir que cada um siga seu próprio ritmo.

Em geral, eles reúnem atividades práticas em sala de aula ou em campo, materiais em formato EaD e tempo de estudo individual e estruturado. O grande truque é integrar o online e o offline de maneira quase imperceptível, criando espaços realmente interativos e que incorporem o desenvolvimento de competências.

Além disso, é importante que instituição tenha um bom atendimento ao aluno.

2. Ensino de programação

Mais cedo ou mais tarde, todas as carreiras serão impactadas pela programação. Aprender a codificar é o novo “aprender inglês.”

Na China, ela já faz parte do currículo escolar. Os EUA, ainda que sejam referência de desenvolvimento de tecnologia, têm menos de 5% dos alunos em contato com a programação. Todavia, várias cidades já têm planos de implementar a disciplina em suas escolas. 

No Brasil, é ínfimo o número de instituições com planos concretos de incluí-la, principalmente no Ensino Superior. Isso indica vantagem competitiva para aquelas que começarem agora.

3. Inteligência Artificial

Se você pensou na Siri ou na Alexa, não é a esse tipo de Inteligência Artificial que estamos nos referindo. A IA como parte das tendências educacionais está relacionada à identificação de padrões que permitam gerenciar objetivos pedagógicos e acompanhar a evolução dos alunos.

Implementar uma ferramenta estatística com base em algoritmos é menos complexo do que parece. O verdadeiro desafio está em treinar educadores para que utilizem as análises geradas em benefício de jornadas customizadas e maior aproveitamento em aula.

homem com óculos de realidade aumentada tendências educacionais

4. Realidade Virtual ou Realidade Aumentada

Imagine cursar Biomedicina e ter um laboratório virtual e seguro para fazer experimentos. Ou então ser estudante de artes e ter uma experiência imersiva no Museu d’Orsay sem precisar ir até a França. Pois é, talvez nem precise imaginar: esses são exemplos de aplicação de Realidade Virtual e Aumentada.

As soluções de RV e RA são uma das tendências educacionais que se fortalecem no ensino para crianças e adolescentes, mas aos poucos alcança também o Ensino Superior. Além de prover algumas vivências que não seriam possíveis sem a tecnologia, e com menor custo, elas tornam algumas atividades mais dinâmicas, já que inserem alunos em um contexto específico.

5. Reinvenção dos espaços físicos

Sua IES pode estimular tanto o estudo individualizado quanto o coletivo com espaços mais criativos e versáteis. 

Pense na biblioteca, por exemplo: ela pode funcionar não apenas como um local de consulta a livros. Ela pode se tornar uma consulta a materiais digitalizados, discussões de design thinking e de serviços como treinamentos acadêmicos e tutoria entre colegas. Laboratórios, maker spaces e locais de lazer também entram nessa equação.

Quanto maior a oferta de infraestrutura para momentos de criatividade, de concentração ou de descompressão, mais engajados ficam os alunos.

6. Projetos de empreendedorismo

Estimular o empreendedorismo não se baseia apenas na construção de negócios. Consiste em estimular um estado constante de curiosidade, planejamento e execução em projetos que tenham metas e propósito claros.

Ao aplicar seus conhecimentos na resolução de problemas multidisciplinares, jovens desenvolvem competências como autonomia, disciplina e visão sistêmica — além de se envolverem mais com o aprendizado e seus objetivos. 

Esteja blindado à obsolescência

É preciso que instituições estejam preparadas para o futuro e formem profissionais com a mesma capacidade de reaprender e se renovar. Enquanto novas tecnologias continuam surgindo e moldando o cenário educacional, uma das tendências educacionais mais importantes é a de criar uma cultura interna que receba bem as mudanças — principalmente as que não podemos prever. 

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Pedro Balerine
por Pedro Balerine