Veja tudo o que aconteceu no evento Quero Captação 4.5, o maior evento online de gestão educacional do Brasil

Aconteceu na última quinta-feira (6 de agosto), a quarta edição do evento Quero Captação que, em detrimento da pandemia, ocorreu no universo digital e reuniu em mais de 7 horas de duração, 1200 participantes e cerca de 7000 exibições.

Para atender o público com excelência, ainda que remotamente, a Quero Educação contou com 12 palestrantes e 4 diferentes salas, cujos focos de conteúdo abordado eram, respectivamente: o futuro da educação no país, as mudanças e implementações para o setor acadêmico, as novas estratégias de captação e retenção de alunos e, por fim, um debate rico, polêmico e abrangente sobre o que será dos estudantes e das instituições de ensino no futuro pós-pandemia.

Neste blogpost, você vai conhecer o balanço do maior evento online de gestão educacional do Brasil. Continue a leitura.

O futuro da educação sob a perspectiva de grandes especialistas

O debate contou com a participação do Stavros Xanthopoylos (CEO da KITUTOR e Conselheiro da ABED – Associação Brasileira de Ensino a Distância), Germano Garrido (Diretor São Paulo no Instituto Semear), e José Couto Júnior (Mestre em Educação eleito Educador do Ano em 2018). A conversa trouxe à tona temas importantes como os desafios enfrentados pelas instituições de ensino, pelos estudantes e pela sociedade como um todo, neste período de crise, como a economia, a empregabilidade e o número crescente de crianças e jovens que abandonam os estudos em detrimento do trabalho, diariamente, no Brasil.

Germano Garrido, primeiro a se apresentar e cujo discurso emocionou muitos telespectadores, falou sobre a escolha diária pela profissão e apontou o amor pela educação como um dos quesitos que o mantém disposto a lutar pelo futuro dos seus alunos, todos os dias. Diante de um cenário de crise como o que estamos vivenciando, comentou ainda que os profissionais do setor da educação precisam optar todos os dias e buscar fazer o seu melhor.

Stavros Xanthopoylos apontou, também durante a palestra, a acessibilidade digital como um grande ponto de atenção para os educadores e comentou que, para derrubar o conceito de distância imposto ao nome dado ao ensino remoto conhecido como “ensino a distância”, costuma utilizar o termo “educação com aproximação digital” e que permite que o conhecimento chegue onde deve chegar, não importando os meios.

Já José Couto Júnior aproveitou o rumo da conversa para apontar a si mesmo como um exemplo e alegou que tudo o que faz hoje pela educação do próprio filho é o que definirá se ele terá mais ou menos oportunidades no futuro. Diante disso, também trouxe para a conversa questões raciais e sociais e o quanto as cotas são essenciais para a educação superior dos jovens negros:

“Eu vivenciei a indústria da exclusão. Essa perspectiva é real na periferia.”

Acesse o conteúdo exclusivo e confira o debate completo entre estes especialistas, sobre o futuro da educação no Brasil:

O universo digital e a experiência do professor em sala de aula

Com a participação dos professores Débora Garofalo (Gestora de Tecnologias da SEE SP), Márcio Gonçalves (Coordenador Acadêmico na Spot Educação) e Roberto Paes (Diretor de Conteúdo Digital na YDUQS), a palestra trouxe a perspectiva de professores e especialistas do setor acadêmico sobre a tecnologia, as principais mudanças em sala de aula e as implementações que podem ou não contribuir para uma melhor experiência para os estudantes.

Débora Garofalo comentou que, em meio ao cenário emergencial, os professores se reinventaram e fizeram uso do conceito de educação 4.0 para olhar para o desenvolvimento de competências digitais. O ensino superior, segundo o que ela acredita, precisa ser remodelado para potencializar o uso das tecnologias dentro do ensino superior.

“Há diversas formas de fazer isso, principalmente para a formação dos professores. As instituições precisarão criar novas metodologias e auxiliar no desenvolvimento acadêmico. A tecnologia deve ser utilizada com responsabilidade.”

Roberto Paes acredita que o ensino remoto precisa seguir uma padronização para garantir a sua eficiência no digital, uma vez que a dinâmica vivenciada na sala de aula presencial não pode simplesmente ser replicada no modelo a distância, e que este deve ser adaptado para atender as necessidades dos estudantes segundo o novo cenário.

O Coordenador Acadêmico na Spot Educação, Márcio Gonçalves, apontou, também durante a palestra, a importância de colocar as pessoas (estudantes e professores) em primeiro lugar, para depois pensar na tecnologia. Segundo ele, a boa tecnologia é aquela que pode ser facilmente utilizada. Márcio cita, por exemplo, que o processo, diferente do que muitas instituições acreditam, foi muito difícil e caro para o professor que precisou comprar novos recursos, buscar novos planos de Internet e se preparar pedagogicamente para um novo modelo de ensino e que, portanto, as pequenas vitórias devem ser reconhecidas.

“A pressão sobre o professor é grande. Ele não precisa dominar todas as ferramentas digitais. Deve-se tirar essa carga do professor.”

Veja a palestra exclusiva a seguir:

As novas estratégias para captar e reter alunos no ensino superior

O debate que contou com a participação do Daniel Infante (Fundador e Diretor da Educa Insights), Adriano Dias Souza (Fundador e Secretário Executivo do FinancIES), e o Flávio Rabelo (Diretor Financeiro da Quero Educação), apresentou as novas perspectivas de captação e retenção de alunos no cenário da pandemia.

Daniel Infante, primeiro participante a debater o tema, apontou que enquanto as instituições puderam “errar a mão” na captação de 2020.2, por terem sido pegas de surpresa pela crise do novo coronavírus, em 2021.1, devem recriar os processos e ficar atentas, uma vez que o semestre será decisivo para muitas. Ele ainda abordou, com o suporte de dados do Educa Insights, o impacto que o atraso do Enem, e por consequência da divulgação das notas, terá para a captação de estudantes no início do próximo semestre. A solução, segundo Daniel e o resultado das pesquisas realizadas, é o vestibular da própria instituição ou o uso das notas obtidas em edições anteriores do exame.

Flávio Rabelo, que apresentou inúmeros estudos no início da pandemia contendo previsões e estimativas a respeito do futuro da captação e retenção para instituições privadas do Brasil, pôde trazer novas comparações e comentou que o investimento em marketing deve ser adiado para fevereiro, em detrimento do atraso do Enem, e que as soluções financeiras de antecipação e fôlego financeiro devem ser estendidas para os estudantes.

Já Adriano Dias Souza observou, inclusive, que os coordenadores de cursos das instituições de ensino precisam ser mais presentes e comprometidos com a estratégia de captação.  É necessário se antecipar para sobreviver aos próximos doze meses, é necessário mais envolvimento. Afinal, isto irá definir o sucesso da instituição de ensino.

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Novos desafios para o ensino superior privado

Para encerrar a programação do evento online que teve como objetivo debater o futuro do ensino superior no Brasil, o Quero Captação 4.5, contamos com a presença da Elizabeth Guedes (Presidente da ANUP – Associação Nacional das Universidades Particulares), o André Narciso (CEO da Quero Educação,) e o Anderson Correia (Reitor do ITA), que discutiram, sob uma perspectiva mais aprofundada, os novos desafios para o ensino superior privado no cenário pós-pandemia.

Veja a entrevista completa:

O evento Quero Captação 4.5 foi entregue no dia 06 de agosto, dia do Profissional da Educação e mostrou qualidade e relevância para gestores de instituições de ensino de todos os portes e segmentos.

Adminlin
por Adminlin