5
(1)

Entenda o cenário econômico e de empregabilidade no Brasil e veja como a sua instituição de ensino pode contribuir

A crise que se instaurou em nosso país, devido às transmissões em massa do COVID-19, tem afetado inúmeros segmentos, mas, principalmente, o setor educacional.

Diante da orientação de isolamento social, instituições de ensino básico, superior e livre, de todo o mundo, se viram obrigadas a dispensar seus alunos das salas de aula e enfrentam, atualmente, graves sinais da inadimplência e evasão ocasionadas pela crise econômica e o número crescente do desemprego no país.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente há 11,6 milhões de desempregados no país.

Diante disso, é fundamental que os gestores educacionais elaborem estratégias para reagir ao contexto desafiador. Sendo assim, o blog preparou este conteúdo sobre o que a sua instituição de ensino pode fazer pela empregabilidade no Brasil, veja a seguir.

O cenário econômico da educação superior no Brasil

Em momentos de incerteza e perda de renda, muitos estudantes adiam o início de um curso, paralisam a faculdade para economizar na mensalidade ou simplesmente deixam de pagar.

Dados da consultoria Atmã Educar indicam queda de 17% no total de novos alunos previstos para o ano — de 2,5 milhões para 2,06 milhões. O número de matrículas de meio de ano deverá cair 70%. De 625.000 novos alunos previstos, apenas 180.000 devem de fato efetivar a matrícula. O momento eleva a outro patamar os dilemas que já rondavam as empresas do setor. Nos últimos anos elas precisaram lidar com a desidratação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Também viram a concorrência aumentar e protagonizaram uma guerra de preços no ensino à distância (EAD). Agora o cenário é mais crítico.

De um lado temos as instituições que abriram mão do ensino presencial, em detrimento do isolamento social e que precisaram migrar às pressas para o Ensino a Distância e de outro, as instituições que já trabalhavam o EaD como carro chefe e que, de uma hora por outra, precisaram lidar com uma gama de concorrentes. A guerra de preços tornou-se evidente e a briga pelos estudantes é grande. Assim, sem prever como ocorrerão as matrículas no próximo semestre, as instituições de ensino seguem sem saber em quê apostar.

O aluno no mercado de trabalho

Um dos maiores desafios de estudantes e recém-graduados é lidar com a inserção no mercado de trabalho. Afinal, há diferentes fatores que podem contribuir para que isto ocorra de forma mais ou menos lenta.

Em resumo, as instituições de ensino têm a missão de auxiliar seus alunos a construir uma trajetória profissional. Além disso, muitos estudantes dependem de um emprego ou estágio para pagar as mensalidades ou investir nos estudos.

Assim sendo, sua IES precisa de ações práticas e soluções estratégicas para combater o desemprego no ensino superior.

O papel da sua instituição de ensino no contexto de empregabilidade do Brasil

Se ter um curso superior é uma exigência básica para a empregabilidade no Brasil quando a economia está favorável, imagine o quanto uma faculdade é essencial em épocas de crise, como a que o país vem enfrentando. Isso porque, em circunstâncias financeiras desfavoráveis, a quantidade de postos de trabalho tende a diminuir de modo considerável, aumentando o desemprego.

A conta é muito simples: quando a economia local vai bem, ou seja, quando o volume de negócios das empresas de uma região é alto e o mercado se torna aquecido, há mais dinheiro circulando e maior possibilidade de crescimento. Condições assim geram grande lucratividade e permitem que sejam feitos investimentos, os quais não apenas mantêm, como também aumentam as vagas de emprego. Assim sendo, separamos algumas ações que a sua instituição de ensino pode aplicar para auxiliar a empregabilidade do Brasil:

  1. Oferta de cursos profissionalizantes e de curta duração: seja no formato EaD, híbrido ou presencial. Cursos de especializações direcionadas ao mercado de trabalho podem atrair alunos, ex-alunos e não alunos;
  2. Oferta de cursos tecnológicos e ligados ao uso de softwares: nos últimos anos houve um aumento significativo na demanda por profissionais das áreas de tecnologias. Como resultado disso, há maior demanda e empregabilidade para estes cursos;
  3. Convênios com empresas que possam oportunizar estágios: esta é uma forma de inserir os estudantes no mercado de trabalho e também de gerar renda para eles durante a graduação;
  4. Parcerias com escolas de idiomas: principalmente instituições de ensino focadas em inglês, afinal este é um pré-requisito constante nos processos seletivos;
  5. Ofertas estratégicas em cursos de pós-graduação: formações complementares valorizam o currículo, promovem o networking e estimulam a ascensão profissional. Nesse sentido, seja estratégico ao ofertar esses cursos e precificá-los.

A educação superior deve andar de mãos dadas com a empregabilidade

A graduação ainda é um pilar importante para a promoção da ascensão social e estabilidade no emprego. O ensino superior continua sendo essencial para criar base, repertório, discurso. Então, não se pode cair naquela história de empreender, porque tem tudo na internet.

Só é possível alcançar a excelência a partir do momento que domina o básico com muita propriedade. Então, o ensino superior deixou de ser a linha de chegada e passou a ser o começo de uma trajetória profissional de sucesso.

Gostou deste conteúdo? Acompanhe nossa série de webinars informativas sobre a crise do Covid-19 e a educação. Especialistas convidados estão trazendo poderosos insights, estudos e atualizações para o setor para enfrentar este momento. Compartilhe os vídeos com seu time clicando aqui e use a informação como arma para combater a crise.

O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 5 / 5. Número de votos: 1

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Bruna Silva
por Bruna Silva
Jornalista da Quero Educação.