Os aprendizados advindos da pandemia de covid-19 traçaram novas linhas no horizonte do mercado educacional e aceleraram tendências envolvendo a digitalização do setor.

O calendário do ano 2020 está finalmente em sua última página. Este foi um momento aguardado por muitas pessoas, que conseguiram passar pelos acontecimentos ruins deste nosso ciclo de doze meses e agora depositam a esperança de dias melhores nos novos tempos que virão.

No setor educacional, as transformações impostas pela necessidade imediata de adaptação ao “novo normal” colocaram em teste a capacidade e agilidade de gestores e instituições para reagir e garantir a retenção dos alunos matriculados.

No último trimestre de 2020, percebeu-se a dificuldade de realizar a captação de alunos como nos últimos anos. Mas, novamente, soluções inovadoras e tecnológicas, como o hibridismo, marketplace educacional, vestibular digital e outras formas de atrair o público ganharam espaço e confiança dos gestores diante dos resultados positivos que já apresentavam.

Neste momento de retrospectivas, reflexões e planejamentos para o pós-pandemia, os acontecimentos passados e os dados colhidos pelas próprias instituições de ensino, assim como pelas pesquisas externas, são essenciais para realizar uma análise sobre o futuro da educação e das discussões que nortearão decisões e investimentos.

Como lidamos com a pandemia?

O coronavírus começou a ser diagnosticado e combatido com maior intensidade em nosso país no mês de março. A partir de então, governos estaduais e municipais agiram para diminuir a disseminação do vírus, focados em impedir aglomerações. Escolas e universidades foram atingidas em cheio pela pandemia e precisaram, de uma hora para a outra, pensar em soluções.

Não havia o que se contestar. As salas de aula reúnem dezenas de pessoas que saem de diferentes regiões da cidade ou de uma região metropolitana e se locomovem no transporte público em horários de pico. O ecossistema funcional de uma faculdade normalmente também envolve funcionários dos grupos mais vulneráveis à doença.

Com o risco de colapso de hospitais batendo à porta do SUS, o mercado educacional foi paciente e agiu corretamente ao acatar as recomendações imediatas dos órgãos científicos e de vigilância sanitária. Apenas alguns dos cursos das áreas biológicas (medicina, enfermagem etc) mantiveram atividades de ensino essenciais e de estágio presenciais.

Apesar das perdas financeiras diante da retração econômica, imediatamente sentida pelas faculdades, gestores tiveram uma postura de coragem ao não pagar o preço de trocar vidas humanas por resultados momentâneos. A pandemia passará, mas o reflexo de ações negativas neste momento iriam afetar seriamente a reputação das instituições por muito tempo.

Tecnologia: aliada essencial

Alunos e professores foram “teletransportados” para a realidade virtual. Foi preciso se adaptar a um novo cotidiano, onde palavras “classroom”, “meet”, “live”, “chat”, “moodle” se tornaram vocabulário constante. Aprendemos, com alguns constrangimentos, a utilizar a câmera e o microfone na hora certa. E, com bibliotecas fechadas, a trocar de vez o “xerox” pelo “pdf”.

Nesta transição, cada faculdade sentiu o peso do distanciamento do mundo digital conforme a sua própria realidade e de seus alunos. Dentre as estratégias vistas no Brasil, algumas IES buscaram acordos e parcerias para oferecer internet aos seus alunos com mais dificuldades econômicas.

Docentes e discentes caminham para a compreensão de que aulas remotas e presenciais não são a mesma coisa. Uma nova didática precisou ser construída e passa por aperfeiçoamento. Nesta experiência, estudantes viram na modalidade virtual uma possibilidade futura e permanente para seus cursos. As instituições, então, se preparam para novos modelos de ensino híbrido.

Os próximos alunos

Durante os momentos mais difíceis do ano, as instituições precisaram se aproximar das pessoas. A face mais humana das empresas foi colocada em prática para compreender dificuldades e impedimentos e, principalmente, oferecer ao próximo ajuda para continuar os estudos.

Além dos alunos que permanecem, temos novas gerações para chegar no ensino superior. Já vivíamos um tempo em que as ações para promover a democratização do acesso aos estudos devem ser parte de uma IES que quer se tornar plural, mais diversa e reconhecida.

Bolsas de estudo, financiamento estudantil facilitado e oportunidades mais amplas oferecidas com planejamento e estratégia trazem resultados benéficos para todos. Neste momento de economia abalada, alternativas como essas ganham ainda mais relevância.

Para encontrar novos públicos, também serão necessários novos caminhos. Em uma sociedade cada vez mais conectada, ganham espaço a tecnologia e a gestão de dados, por meio da presença em marketplaces educacionais e o conhecimento sobre segmentação, alcance e posicionamento de marca e valor. Tudo isso com informações em tempo real, pois o mercado é dinâmico e exige movimentações na hora certa.

Conclusão

Um dos aprendizados que levamos de 2020 é que muitas das mudanças vieram para ficar. A pandemia veio como um furacão e acabou surpreendendo muita gente que se mantinha parada no tempo, pois acelerou as tendências do mercado. O planejamento para o futuro da educação no pós-pandemia já começou.

A equipe de consultores educacionais da Quero está capacitada para realizar as transformações que uma IES moderna precisa para se manter ativa e atuante neste novo cenário, com soluções eficientes na aplicação de ferramentas de gestão e captação de alunos. Converse agora mesmo conosco e saiba mais.

Francisco Castro
por Francisco Castro