O ensino superior é um campo em constante transformação, altamente impactado pelos avanços tecnológicos, mudanças demográficas, novas demandas dos estudantes e inovações.

E com a aproximação de 2024, diversas tendências emergem como protagonistas e por meio deste artigo, iremos explorar algumas delas que têm o potencial de definir o futuro do ensino nos próximos anos.

Ensino Semipresencial

No cenário educacional atual, o ensino semipresencial tem se destacado como uma tendência que oferece inúmeras vantagens para os estudantes. 

Uma vez que permite que os discentes usufruam de flexibilidade e acessibilidade em sua formação acadêmica. 

Com aulas interativas, plataformas online de aprendizagem e projetos colaborativos, os alunos têm acesso a um ensino dinâmico e globalizado, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho. 

Além disso, estudos e dados recentes têm demonstrado um aumento significativo na adoção do ensino semipresencial nos últimos anos.

Dados consolidados da Quero Bolsa revelaram um aumento de 28,35% nos cursos de graduação semipresenciais. Isso reforça a tendência de crescimento e consolidação dessa modalidade de ensino.

 Porém, apesar de todos esses avanços, ainda é necessário que essa modalidade seja reconhecida oficialmente pelo MEC.

Ainda assim, é importante que os gestores de instituições de ensino superior estejam atentos a essa tendência e levem em conta as vantagens competitivas que a adoção do ensino semipresencial pode trazer para suas instituições. 

Pois ao oferecer uma educação flexível e adaptada às demandas dos estudantes, as instituições estarão se destacando no mercado, atraindo e retendo alunos.

Leia também: A hora e a vez do semipresencial

Educação continuada

A educação continuada, também conhecida como lifelong learning, é um conceito que enfatiza a aquisição contínua de conhecimento ao longo de toda a vida.

No mundo atual, as mudanças acontecem de forma cada vez mais rápida. Novas tecnologias surgem constantemente e as exigências do mercado de trabalho também se modificam.

Dessa forma, é fundamental que as pessoas estejam sempre se atualizando e adquirindo novas habilidades.

Para atender a essa demanda, as instituições de ensino superior estão se adaptando, oferecendo cursos flexíveis e modulares. 

Esses cursos permitem que as pessoas aprendam no seu próprio ritmo e de acordo com suas necessidades.

A educação continuada abrange pós-graduações, cursos livres e cursos de idiomas, proporcionando uma constante atualização de competências. 

Atualmente, 12% dos alunos matriculados pela Quero Educação estão envolvidos nesse tipo de ensino. A perspectiva é de um aumento desse número em 2024.

Essa tendência reflete a necessidade cada vez maior de aprendizado contínuo e atualização de habilidades em um mundo em constante mudança.

Competências socioemocionais

Ao oferecer programas e atividades que fomentem o desenvolvimento dessas habilidades, as instituições de ensino superior podem ganhar vantagens competitivas no mercado. 

Além disso, ao colocar em prática estratégias de ensino que incluam o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, as universidades terão a oportunidade de formar estudantes mais preparados e adaptáveis às demandas do mercado atual e futuro.

Essas habilidades são essenciais para o sucesso profissional, sendo cada vez mais valorizadas pelas empresas e empregadores. 

Dessa forma, as instituições de ensino que se destacarem na promoção do desenvolvimento socioemocional de seus alunos poderão ter um diferencial no momento de atrair e reter estudantes.

Os alunos estão cada vez mais atentos à formação integral oferecida pelas universidades, e a preocupação com as habilidades sociais e emocionais é um fator de decisão na escolha da instituição. 

Outra vantagem competitiva é a possibilidade de estabelecer parcerias com empresas e organizações que valorizam as soft skills.

Ao demonstrar que os graduandos saem da instituição com habilidades além do conhecimento técnico, as universidades podem atrair investimentos e oportunidades de estágio e emprego para seus discentes. 

Diante desse panorama, é fundamental que os gestores de ensino universitário estejam atentos à importância das habilidades socioemocionais e busquem integrá-las de forma efetiva no currículo e nas atividades extracurriculares.

Investir na capacitação dos professores e em programas que estimulem o desenvolvimento dessas habilidades serão estratégias essenciais para as instituições se destacarem e se tornarem referência no ensino superior.

Avaliação baseada em competências

De acordo com especialistas em educação, em 2024, a avaliação baseada em competências ganhará destaque como substituição ao modelo tradicional de avaliação. 

Esse enfoque tem como objetivo analisar de forma mais precisa os conhecimentos e habilidades reais dos alunos, tornando as avaliações mais práticas e alinhadas com as demandas do mercado de trabalho. 

A mudança para a avaliação baseada em competências é fundamentada em dados que evidenciam a necessidade de uma abordagem mais atualizada e representativa do verdadeiro desempenho dos estudantes. 

Estudos mostram que a avaliação tradicional, que se baseia principalmente em provas escritas e memorização de conceitos, não é suficiente para medir a capacidade dos alunos de aplicar seu conhecimento em situações do mundo real.

Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que países que adotam a avaliação baseada em competências obtêm melhores resultados educacionais. 

Esses sistemas de avaliação valorizam não apenas o conhecimento teórico, mas também as habilidades práticas necessárias para o mercado de trabalho, como a capacidade de solucionar problemas, comunicar-se efetivamente e trabalhar em equipe.

Além disso, a avaliação baseada em competências é capaz de estimular o desenvolvimento contínuo dos alunos, em vez de focar apenas na aprovação ou reprovação. 

Esse modelo permite que os estudantes identifiquem suas habilidades e lacunas de conhecimento, possibilitando a busca por aprimoramento e o estabelecimento de metas mais realistas e motivadoras.

Portanto, a adoção da avaliação baseada em competências é fundamental para preparar os estudantes de maneira mais eficaz para os desafios do mercado de trabalho atual. 

Ao considerar não apenas a teoria, mas também a aplicação prática dos conhecimentos, essa abordagem proporciona uma avaliação mais precisa e relevante, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e preparados para os desafios do século XXI.

  Aplicação da inteligência artificial na educação

A inteligência artificial (IA) está revolucionando a educação, trazendo personalização e eficiência ao ensino. 

Estima-se que até 2024, a IA estará amplamente integrada nas salas de aula, auxiliando os professores na avaliação do desempenho dos estudantes, na adaptação de materiais didáticos e no desenvolvimento de experiências de aprendizagem mais envolventes.

Diversos recursos tecnológicos, como e-learning, inteligência artificial, realidade aumentada e simuladores digitais, podem auxiliar no aprendizado dos alunos.

Com isso em mente, a Quero Educação lançou a Quero IA, uma solução de inteligência artificial voltada exclusivamente para o mercado educacional. 

A Quero IA conta com duas ferramentas inovadoras: uma para a captação de alunos e outra para a tutoria do estudante, duas áreas desafiadoras no campo da educação.

Ao adotar a Quero IA, as instituições de ensino podem obter ganhos significativos em agilidade e qualidade, permitindo que atendam melhor as necessidades dos alunos e alcancem melhores resultados.

Leia também: Quero IA: inteligência artificial para captação e tutoria de alunos por IES

Todas essas soluções estão disponíveis para os nossos parceiros da Quero Educação. 

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Jaqueline Azevedo
por Jaqueline Azevedo